"Uma das coisas que aprendi é que se deve viver apesar de. Apesar de, se deve comer. Apesar de, se deve amar. Apesar de, se deve morrer. Inlcusive muitas vezes é o próprio apesar de que nos empurra para a frente. Foi o apesar de que me deu uma angústia que insatisfeita foi a criadora da minha própria vida." Clarice Lispector
O que é mais difícil não é escrever muito; é dizer tudo, escrevendo pouco.
domingo, 13 de novembro de 2011
[Sobre o amor]
Sabem o que acho do amor? Que nos faz falta. Com a mesma violência que faz notar a sua falta, faz sentir que não o podem magoar. O amor não gosta de ser magoado.
O amor ajuda-nos a respirar, é a respiração de quem ama, o oxigénio preciso para que cada dia - destes parvos de chuva - parecerem tardes de Agosto. Quando nos lembramos do amor? Regra geral quando de repente nos falta. Eu gosto do amor e de tudo o que ele representa e é preciso bater no peito e reconhecer a culpa de muitas vezes não o tratarmos com o respeito e o carinho que ele merece. De quem é a culpa? Talvez minha, talvez do tempo - que anda parvo como vos disse - ou talvez das circunstâncias do tal amor que precisa de ser posto à prova para que depois surja mais forte, pleno e me faça continuar a achar que o amor, por muito que se escreva, cante e sinta, nunca se vai deixar definir, por isso é que perguntamos todos, se sabemos o que é o amor?
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